• Guilherme Cardoso

A desigualdade dos salários no Brasil


Estudos da FGV divulgados pela mídia brasileira nesta segunda-feira mostram e deixam escancarados o quanto o Funcionalismo Público retira do nosso PIB-Produto Interno Bruto, que é a soma de tudo que o país produz em cada ano. São 928 bilhões de reais, 13% do PIB de 2019, e nesse ano de 2020 esse percentual deve ser muito maior, já que os salários dos funcionários não diminuíram, mas a produção interrna do Brasil reduziu em muito devido à pandemia do coronavírus.

Ninguém é contra que os funcionários públicos, quer municipais, estaduais ou federal ganhe um bom salário. É justo e necessário. O que não se admite é no Funcionalismo Público exista uma classe especial de servidores que ganham fortunas se somados em seus rendimentos mensais mordomias como verbas de moradia, auxílio médico para toda a família, bolsa de estudos para os filhos, auxílio combustível e outros mais. Pela Lei o salário de qualquer servidor, seja do Executivo, Legislativo ou Judiciário não pode ser superior ao dos ministros do Supremo Tribunal Federal.

Mas na realidade isso não acontece.

É claro que no Funcionalismo Público tem muitos servidores do baixo escalão que ganham muito pouco que os salários do time da classe especial. Como quem está no Legislativo e no Judiciário. Esse ganham e muito bem, centenas de vezes mais que um trabalhador comum, da iniciativa privada.

E é isto que escancara as nossas desigualdades sociais, onde há pessoas que não ganham mais que um dólar por dia, 5,00 reais, e outros, os chamados invisíveis que nem isso ganham para sobreviver.

E é justo isso? Não!

O nosso Brasil só será uma grande nação, respeitável pelos demais países, o dia em que esse grande buraco que separa as classes sociais diminuir. E isso tem que começar logo, ano que vem já, pois afinal, todos somos iguais perante a lei, a Constituição diz assim, não pode haver diferenças entre pessoas, raças e crenças, e nem diferenças estratosféricas nos salários de uma classe, uma categoria, em detrimento de outros trabalhadores. Pode haver alguma diferença salarial? Pode. Mas não como está no Brasil há muitos anos. Um ministro chega a ganhar mais de 100 mil por mês, um vereador de Belo Horizonte, recebendo mais de 60 mil com as verbas, e um professor, um médico, um enfermeiro, cujos salários não passam de 5 mil reais.

Oh, mais que a nossa Constituição, o coronavírus está nos mostrando que somos todos iguais mesmo, e que ninguém escapa do vírus por querer ser diferente dos demais. Nessa pandemia está provado que somos todos iguais. Ou pelo menos quase iguais, pois os pobres e os miseráveis tem menos chance de ficar isolados.

Esta é a minha opinião. Você pode ter a sua.

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