• Guilherme Cardoso

A roubalheira continua, mesmo na pandemia


Roubar, desviar, surrupiar é algo que está entranhado no ser humano. Havendo oportunidades, facilitações, o sujeito ambicioso e sem escrúpulos enfia a mão, rouba mesmo. Ainda bem que esta parcela de pessoas que pensam e agem assim é pequena.

A maioria das pessoas são honestas, trabalhadoras e não se deixam levar por atos de mãos leves, de tirar aquilo que não é seu, mesmo os bens públicos que muitos julgam que é de sua propriedade também, pois são comprados ou construídos com os impostos que nós pagamos.

Mas essa pequena parcela que adora roubar e desviar, esta causa espanto e indignação, pois roubam é muita coisa, são bilhões de reais e não um pacote de arroz no supermercado para comer. E nessa turma da roubalheira os políticos são os principais a desviar para os seus bolsos e de familiares tudo o que podem. E não perdoam nem o grave momento de pandemia que o país vive.

A cidade do Rio de Janeiro então é um caso especial e muito triste. Conhecida como a Cidade Maravilhosa, nos últimos anos tem sido mais lembrada como a cidade mais violeta e a cidade onde mais se rouba dos cofres públicos. Quase toda semana tem um prefeito, um governador ou um secretário envolvido em desvios de verbas ou as chamadas rachadinhas da qual Flávio Bolsonaro faz parte.

É revoltante como em plena pandemia, agentes do governo desviam milhões em compras indevidas e superfaturadas de equipamentos para os hospitais. E é gente que está no governo há muito tempo e já envolvida em outras denúncias de roubalheiras. E com a maior cara de pau continuam roubando.

E não podemos ser injustos com o Rio de Janeiro, não. Outras cidades brasileiras e outros políticos dessas cidades tem aproveitado da liberação das compras por causa da pandemia e estão roubando descaradamente.Nos últimos meses, cidades no Amazonas, no Pará, em São Paulo tem sido manchetes na imprensa com denúncias de superfaturamento nas compras.

Quem faz isso deveria ir logo pra cadeia e ficar lá mofando por muitos anos, sem direito a liberdades provisórias. Tem que ser cadeia em regime fechado e isolado.

Mas não são somente os políticos que desviam e roubam no Brasil, não. Muitas grandes empresas também são mestres em desviar dinheiro público. Veja agora a mais recente denúncia do Ministério Público e da Receita Estadual de MG envolvendo a rede de lojas da Ricardo Eletro. Ontem, dia 08 de julho foram presos o Ricardo, sua filha e um irmão, acusados de sonegar 400 milhões de reais em impostos como o ICMS.

Aí vem aquela velha dúvida na nossa cabeça. Empresa pequena, que cresce de um dia para o outro, fazendo promoções malucas, anunciando milhões em horários caríssimos na televisão, pode esperar que logo vem a tragédia, a quebradeira, a falência.

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