• Guilherme Cardoso

Auxílio como esmola


Ministro da Economia Paulo Guedes anuncia mais uma rodada de duas parcelas do Auxílio Emergencial para os 70 milhões de brasileiros desempregados, desemparados e desiludidos. Devem ser mais 600 reais por mês, embora ainda não se tenha definido como serão pagos aos milhões de beneficiários.

O Congresso Nacional quer que as parcelas sejam pagas integralmente a cada mês, ou seja em dois meses, à partir de julho. O governo no entanto quer desmembrar esses 600 reais em fatias, pagango 300 reais início de julho, mais 300 no final do mês, outros 200 início de agosto, mais 200, reais no meio do mês e o resto em fins de agosto início de setembro.

Muito interessante esse parcelamento de miseráveis 600 reais mensais para uma legião de pessoas, pais de famílias sem emprego ou qualquer renda para sobreviver. O que o governo faz é como se tivesse dando esmolas para esse pessoal desamparado, quando na verdade esse Auxílio Emergencial nada mais é do que dever, do que obrigação social do governo para socorrer tantas famílias que não têm culpapela chegada do coronavírus e nem pela perda de seus empregos e trabalhos. https://youtu.be/_zaMyxSQZ3o

Como já comentei em vídeos passados, este não o momento do governo pensar em dívidas, em orçamento negativo, em queda do PIB e muito menos em inflação, que certamente não virá, já que a economia está parada, ninguém tem dinheiro para comprar.

O momento que vivemos é de guerra, não a guerra tradicional contra um país, um povo. Esta é uma guerra contra um inimigo invisível chamado Novo coronavírus, ou covid 19, que inexperadamente chegou para destruir tudo, pessoas, famílias, empresas, riquezas, poder, orgulho, planejamentos e sonhos.

Até que essa vacina seja descoberta e aplicada em todos, estamos impedidos de pensar no futuro, imaginar férias, passeios, restaurantes, cinemas e até mesmo escolas para as nossas crianças. Ninguém sabe de nada no momento, tudo são hipóteses, especulações, chute no escuro.

Ninguém ter certeza se é correto voltar às aulas, reabirir o comércio, permitir que as pessoas saiam às ruas. O vírus é uma incerteza, uma interrogação, não se sabe como se pega, como se trata, se quem pegou uma vez, pode ser novamente contaminado. Só se sabe que morrer é o mais provável neste momento.

Esta é a situação de pesadelo que todos nós vivemos. Quem tem um salário garantido, servidor público e aposentado, quem tem algum recurso financeiro guardado ainda podem se dar ao luxo de ficar em casa, se isolar, se resguardar, se proteger e ficar esperando a chegada da vacina salvadora para voltar à normalidade.

O problema maior e mais grave são os 70 milhões de brasileiros que não tem trabalho e nenhum recurso financeiro para se manter, para ficar em casa se escondendo do coronavírus?

Para esse o governo tem que pagar é imediatamente os 600 reais mensais, e não só por dois meses ou fatiados. O que se tem que fazer é no mínimo garantir essa ajuda financeira pelo menos até que a vacina seja aplicada em todos e que seja seguro voltar às ruas para o trabalho, para o emprego ou para a informalidade, o bico, as vendas avulsas no meio da rua, nos sinais de trânsito.

E se não tem recursos em caixa, que o governo imprima dinheiro, coloque a Casa da Moeda para trabalhar dia e note e use esse dinheiro para salvar vidas, para ajudar os brasileiros a vencerem esta guerra.

Depois a gente vê como reconstruir tudo.

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