• Guilherme Cardoso

Bolsonaro não cumpriu nenhum dos compromissos


Eu vou te dizer. Eu sou critico deste governo do capitão Jair Bolsonaro, sim.. E não é por pouca coisa não. Tenho muitas razões, como grande parte do povo brasileiro tem, especialmente aqueles que inicialment5e apostaram na qualidade desse governo.

Eu votei no Amoedo, para mim o melhor dos candidatos, com pouca chance de vencer. Como a maioria da população, queríamos de qualquer jeito a saída do PT do comando do governo federal. Já estávamos cansados das promessas não cumpridas, das roubalheiras feitas e permitidas, dos bilhões de reais investidos a fundo perdido em países quebrados e corruptos como Cuba e Venezuela.

Nas eleições presidenciais de 2018, na falta de um candidato mais capacitado, e para evitar a possibilidade de vitória do candidato petista, 57 milhões de pessoas votaram em Jair Bolsonaro, que prometia acabar com a corrupção, prender os bandidos, não se aliar aos políticos da da Velha Política, enfim, governar democraticamente, respeitando os valores morais e buscando o crescimento do país.

Como é do conhecimento de todos, nada do prometido vem acontecendo em 18 meses de governo. Na verdade, está acontecendo justamente o contrário do combinado com o povo.Desrespeito e demissão do ministro da Justiça Sérgio Moro, principal peça vencedora de sua campanha presidencial, em seguida demissão do qualificado ministro da Saúde Luiz Henrique Mandeta, e o consequente aparelhamento militar de seu governo, com generais nos principais postos de comando.

Não passa um dia na semana em que o presidente não acusa a imprensa, não agride verbalmente jornalistas e com o apoio de um grupo de seguidores fanáticos promove e participa de passeatas antidemocráticas e fascistas, sugerindo o fechamento do congresso e do STF.

Com uma crise gigante de pandemia no país, o nosso presidente não leva o problema a sério, debocha de quem fica em casa se protegendo, afirma que essa tal de coronavírus é uma gripezinha, que todos deveriam voltar logo ao trabalho. E Afinal, todos vamos morrer um dia. E por que não ser agora então? Palavras do presidente. E pra quem informa que não há leitos de UTI nos hospitais, ele sugere que pegue um celular e vá lá gravar, fazer vídeos e constatar que é tudo mentira da imprensa, que existem muitos leitos pra todo mundo.

No campo político, o presidente Bolsonaro esqueceu rápido de tudo que disse na campanha, e está fazendo acordos de todo tipo com a Velha Política, entregando cargos e ministérios às velhas raposas do congresso, muitas delas processadas e condenadas na Lava-Jato.

Em um ano e meio, o Brasil não deu um prazo à frente na área econômica. Até agora conseguiu apenas uma pequena reforma da Previdência, que não tirou privilégio de ninguém, mas prejudicou bastante os mais pobres. E a desculpa maior agora é do coronavírus, da pandemia que atingiu o mundo dos negócios.

Não se pode culpar somente a pandemia para os maus resultados de agora e que vão continuar nos próximos anos. A realidade é que falta gestão, planejamento, programas de crescimento e confiabilidade num governo que vai e vem, hoje diz uma coisa, amanhã diz outra. O mercado externo não gosta disso.

Lamento ter que ser contra um governo que mal começou, o ideal seria estar apoiando, fazendo comentários positivos, elogiando seus ministros, seus atos e sua política econômica e social. Mas, não tem jeito, a personalidade do presidente é centralizadora, ditatorial. Ou concorda com ele ou está fora do governo, vira inimigo. E sinceramente, a maioria dos brasileiros nunca desejou um presidente que só fala besteiras, palavrões e acusações a torto e a direito.

Se não houver uma mudança completa nesse cenário político e econômico brasileiro, nós que já temos algumas fronteiras fechadas, estamos passando os Estados Unidos para ser o campeão de mortalidade do coronavírus, e brevemente poucos países vão querer permitir a entrada de brasileiros em seus países, e poucos vão se interessar em negociar produtos com a gente. Pela contaminação do vírus, pela s queimadas que fazemos na Amazônia e pela nossa incapacidade de gestão.

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