• Guilherme Cardoso

Colleges para o Brasil

Novas tendências mundiais na área da educação estão transformando os mercados econômicos e trabalhistas na maioria dos países. Estudar e se diplomar em faculdade, pós-graduação e mestrado já não fazem a diferença para se conseguir o emprego dos sonhos.


Com o avanço tecnológico que estamos presenciando e vivendo, as empresas de todos os tamanhos e segmentos estão buscando mesmo os profissionais qualificados em determinadas áreas, que conhecem profundamente determinada atividade, não necessitando prioritariamente que o candidato tenha um leque de diplomas para mostrar.


Na Europa e Estados Unidos, os trabalhadores mais procurados são aqueles advindos dos cursos profissionalizantes, chamados de colleges. São jovens formados em cursos de um e dois anos, inteiramente voltados para a prática e que permitem aos alunos saírem aptos a entrar no mercado de trabalho.


Aqui no Brasil, lamentavelmente ainda vivemos no sonho e na crença de que para conseguirmos um bom emprego precisamos estudar muito, frequentar 04 a 06 anos de universidade, mais um ano de pós graduação e em seguida um ano puxado de mestrado em determinada área. Para depois, correr atrás de oportunidades que oferecem salários irrisórios e que frustram o recém-formado.


Do jeito que anda a economia brasileira, mesmo com muito esforço empresarial e governamental, vamos levar pelo menos uns 20 anos para colocar a casa em ordem e os empregos voltarem a aparecer.


É preciso que haja uma guinada completa no Sistema Educacional Brasileiro, a começar do Ensino Fundamental, que precisa de mais investimentos, mas, em especial na criação de um modelo de college, parecido com os lá de fora, para que os jovens estudem um ou dois anos e se especializem em uma profissão para entrar imediatamente no mercado. Esta é a tendência atual do mercado mundial.


E ter o idioma inglês como primeira língua!


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