• Guilherme Cardoso

Como voltar à normalidade?


O momento que vivemos é de intensa incerteza. Ninguém sabe nada de nada. Tudo que se diz são hipóteses, especulações. Eu também vou fazer uma especulação.

Sabe como vamos retornar à vida normal, se é que daqui pra frente a vida será normal?

Minha hipótese, baseada em declarações de autoridades, de especialistas em saúde e economia, é de que ainda no mês de maio, na pior das hipóteses até o dia 15, as atividades industriais, comerciais e financeiras estarão funcionando normalmente. País nenhum aguenta mais de três meses parado.

A pressão dos empresários será grande, e a necessidade do trabalho, formal ou informal maior ainda. O governo não vai resistir, o ministério da Saúde vai literalmente lavar as mãos, dar o seu recado de que o perigo ainda é muito grande e as mortes são inevitáveis, mas as atividades industriais, comerciais e financeiras voltarão com tudo. Não há como impedir. Ou haverá revoltas.

Todos estarão sujeitos a contaminação e muitos podem ter o quadro agravado. É o preço que se vai pagar. Já as pessoas dos grupos de riscos, idosos e pessoas com doenças graves, esses serão monitorados pelas autoridades sanitárias, sofrerão muitas restrições, deverão ficar mais isolados e se necessário sair, os Bancos, supermercados e casas lotéricas terão horários especiais para eles.

Penso no que será possível. Bancos terão uma hora antes do início do expediente só para atender os idosos. Assim também com os supermercados e as casas lotéricas que abrirão uma hora antes para atender somente idosos, devidamente monitorados.

E para que essas restrições sejam cumpridas, o governo colocará a polícias nas ruas para impedir, ameaçar com multas e até recolher as pessoas desses grupos para as suas casas.

E as famílias ou responsáveis por essas pessoas dos grupos de riscos terão a obrigação e serão responsabilizadas criminalmente pela não fiscalização e cumprimento dessas restrições, e nisso devem estar incluídas até o controle das visitas de filhos e netos para evitar aglomerações.

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