• Guilherme Cardoso

Governos caem pela corrupção


Olha, este ano está difícil, ninguém nega. Sem contar outras dificuldades, só a pandemia arrasou quase tudo. Desde empregos, negócios grandes e pequenos e especialmente vidas. Já passaram de 100 mil as mortes no Brasil. E no mundo as mortes já chegam a 750 mil. Uma tragédia.

Tragédia também estamos vendo agora na cidade de Beirute, capital do Líbano. Além da pandemia, muitas mortes e destruição pela incompetência e corrupção de governantes há muito no poder.

E parece que o povo libanes cansou de tanto tempo acreditando em promessas de melhores dias que nunca chegam, enquanto políticos de vários partidos roubam e desviam verbas descaradamente.

Pelas manifestações que explodiram depois bomba de nitrato de amônio, estocada indevidamente no porto da cidade, finalmente o povo libanês decidiu por tudo abaixo. Literalmente. Se a cidade está destruída, que se destrua também os alicerces pobres do Regim democrático e corrupto do Líbano.

E não só a reconstrução da cidade o s manifestantes pedem. O povo quer na verdade, a mudança de um sistema corrupto, que desvia verbas e a riqueza do país e permanece impune. E ministros já começaram a cair, com medo das mudanças que devem e precisam vir.

É inaceitável um país como o Líbano, rico historicamente, um povo destemido, que já enfrentou guerras, e invasões, permaneça na situação que se encontra de desgoverno e miséria.

O povo está cansado de tantas desigualdades sociais e de tantas mordomias e roubalheira dos políticos e mau uso do dinheiro público.

Ninguém aguenta mais, nem mesmo democracias sólidas ricas e poderosas como os Estados Unidos estão livres de manifestações por mudanças sociais profundas.

Com a pandemia trouxe o desemprego, foi mostrada a miséria que também existe entre o povo americano, especialmente entre os negros. Lá também tem pobreza, só que menos rum que a nossa.

E depois da morte do negro americano George Floyd, as manifestações começara e não pararam. São todos os dias exigindo mudanças no sistema político, na distribuição das riquezas dos empregos e das oportunidades.

E assim como lá, em Beirute agora, certamente no Brasil essas cobranças de mais justiça e igualdade vão começar. É só esperar.

Esta é a minha opinião. Você pode ter a sua.

0 visualização