• Guilherme Cardoso

Hoje é o Dia das Manifestações


Parece até coincidência pelo momento político que estamos vivendo, mas hoje se comemora 7 anos daquele dia 17 de junho de 2013, quando pela primeira vez no Brasil nós tivemos manifestações grandiosas, mais de 1 milhão de pessoas nas ruas e sem comando políticos e sem bandeiras de partidos. Agora, estamos novamente vendo algumas manifestações de rua, ainda pequenas, até por causa da pandemia, mas, muito bem vindas neste momento de instabiliidade política.

Outra coincidência é que ontem, dia 16 foi o dia da Unidade Nacional, e é isto que está faltando hoje em nosso país. As manifestações já estão voltando.Desde o início do governo Bolsonaro, o que tem acontecido quase que diariamente e se transformado em manchetes na mídia, são os conflitos e confrontos entre governistas, imprensa, congresso nacional e o Supremo Tribunal Federal.

E quando falo em confrontos, que são agressões físicas, diferente de conflitos, que são apenas discussões, ameaças verbais, as duas formas acontecem constantemente e são praticadas diariamente pelos seguidores bolsonaristas que se instalam na saída do Palácio da Alvorada em Brasília, e também utilizando as Redes Sociais, onde postam xingamentos, palavrões e ameças à diversas autoridades constituídas.

Essas provocações e ameaças, quase sempre tem o presidente da República a frente, ora ele mesmo proferindo acusações, ora concordando e incentivando manifestações de grupos extremistas contra os membros do congresso e do STF e consequentemente pedindo intervenção militar e o fim da democracia.

Enquanto isso, o país que precisa tanto de uma Unidade Nacional entre os poderes constituídos, vai se digladiando entre eles, com acusações, xingamentos, ameaças, processos, prisões de seguidores fanáticos, e mantendo o Brasil sob um estado de convulsão política, social e econômica.

As autoridades não se entendem em suas brigas políticas e de poder, e o povo é que sofre as consequências. AO pandemia do coronavírus se alastra, começou atingindo os mais ricos, agora entra pesado pela classe dos mais pobres, os miseráveis, aqueles que vivem nas favelas, nos aglomerados, abandonados de tudo, de saneamento básico, de educação, de trabalho e de saúde.

Esta legião de esquecidos, invisíveis ao poder público, e que são cerca de 70 milhões de pessoas, certamente vão ser atingidos pelo vírus, milhares vão morrer sem sequer aparecerem nas estatísticas da pandemia. Morreram por outras causas, abandonas, nem chegaram até aos hospitais.

Sabemos que esta pandemia está virando o mundo de cabeça pra baixo, e no Brasil a pandemia está dando piruetas, tudo vai ficar ainda mais bagunçado. Se antes o país estava atrasado economicamente, depois da pandemia certamente estará mais doente e miserável se os seus políticos, as suas autoridades, os seus ministros e o seu atual presidente não resolvam por fim a esses conflitos e confrontos e trabalhem efetivamente em benefício do povo e a construir verdadeiramente um grande país, que todos nós merecemos.

É bom que as autoridades se lembrem que ontem foi o Dia da Unidade Nacional, que está longe de acontecer, e que fiquem atentos que as Manifestações parecidas com aquelas de 17 de junho de 2013 estão de volta, chegando aos pouquinhos.

0 visualização