• Guilherme Cardoso

Não abra uma loja de rua!


Não abra uma loja de rua, por favor!


O ladrão e o governo serão seus sócios. E sem trabalhar...


Tudo bem, você está desempregado, há dois anos procura emprego e nada. Se é casado, a mulher e os filhos fazem cobranças, cadê o dinheiro para comprar, não dá mais para esperar, tenho que fazer alguma coisa, montar um negócio, vender o que for.


Vou abrir uma lojinha aqui no bairro!


Mais uma vez, meu amigo, não faça isso! Você vai dar com os burros nágua.


Quer saber por quê?


Com a crise econômica que o Brasil está vivendo já há alguns anos, e que deve continuar ainda por mais uns 10 anos, no mínimo, e com o desemprego que já atinge mais de 13 milhões de pessoas, tentar iniciar um negócio, vender alguma coisa, abrir uma lojinha no seu bairro mesmo, é a tentação e a saída para muita gente.


Não faça isso, não! Não abra uma loja de rua, não!


E sabe por quê?


Se você abrir uma loja de rua, uma portinha que seja, no seu bairro ou em outro qualquer, de cara, antes de começar a vender, já vem a Prefeitura da cidade com o primeiro imposto, a Taxa de Fiscalização. E sem fazer nenhuma fiscalização!


E não pense que é somente esta Taxa de Fiscalização que vem tomar o dinheiro que você nem recebeu ainda. Você vai ter que contratar um contador, pagar barato um salário mínimo pra ele, depois vem o aluguel da lojinha, a conta de água e de luz, o salário de um empregado, se tiver, além dos impostos estaduais e federal sobre as suas vendas. Se sobrar algum dinheiro, aí você tira o seu.


Você vai ter que vender bem! E a crise é brava!


Tirando os impostos que são muitos, e a burocracia que é grande, você ainda tem que estar preparado emocionalmente para receber assaltantes quase todas as semanas para roubar os seus produtos na prateleira e o pouco de dinheiro que você tiver no caixa.


Não tem como escapar dessa violência.


Eu já passei por isso também. Tive que vender uma Casa Lotérica que eu tinha em 2001, depois de ser assaltado às duas horas da tarde por bandidos armados. Levaram todo o dinheiro do dia, e a polícia não prendeu ninguém.


Então, eu posso te passar um conselho, de graça, sobre o que fazer?


Mas, antes, vamos fazer uma troca de gentilezas. Eu te dou o conselho, e quando acabar o vídeo, você clica no botão vermelho, aqui embaixo e faz sua inscrição no meu canal. E se quiser, pode fazer um comentário se gostou ou não deste vídeo. Tá combinado?


Vamos então ao meu conselho:


Se quiser realmente abrir uma loja, pequena ou grande, só abra se ela estiver dentro de um shopping fechado, e se o produto que você vai vender tenha boa saída. E com um detalhe: nos shoppings os custos são muito maiores.


Pra mim não dá, você vai dizer. Eu não posso gastar. Eu preciso é de ganhar dinheiro!


Vamos a solução do problema:


O negócio é abrir uma loja virtual!


Sim! Nos tempos que estamos vivendo, com alta tecnologia para tudo e disponível para todos, o melhor negócio é abrir uma loja virtual, uma loja online. Seja para vender o que for: comidas, pizza, flores, eletrônicos, cursos, livros.


Você não gasta nada, não paga aluguel, luz, água, nem condomínio, usa o que tem em sua casa, trabalha a hora que quiser, tem segurança e paga pouco imposto.


E tudo que ganhar é lucro seu!


Esta é a tendência do mercado de vendas no mundo inteiro, e também no Brasil, apesar da crise e do pouco dinheiro do povo. Hoje, todo mundo tem um celular na mão ou um computador em casa, e se você observar, e as estatística confirmam isso, a maior parte da população prefere mesmo é fazer suas compras pela internet, à distância, sem precisar de sair de casa ou do trabalho, enfrentar engarrafamentos, insegurança e perder tempo.


O sujeito chega em casa à noite, cansado, quer ver um jogo ou um filme na tevê e o que ele faz? Pega o celular, usa o aplicativo e pede uma pizza, duas ou três para ele, os amigos ou a família.


Hoje, todos querem comodidade e facilidades.


E aí? Depois dessa você ainda quer abrir sua loja de rua?

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