• Guilherme Cardoso

Natal da pandemia


Natal a gente sabe que é um momento de confraternização. E confraternização todos sabem que é aquela atitude de se abraçar, dar beijos, trocar afagos e carinhos um com o outro, sejam amigos, parentes, pais, mães, filhos, avós, namorados e namoradas.

Natal deste ano já passou, hoje é dia 26, sábado, quem quis, quem precisava, quem não pôde esperar, quem foi impaciente, deve ter se reunido, se abraçado, se beijado, feito afagos e carinhos, sem se importar com as consequências, afinal é dia de confraternização, não dá mais para ficar isolado, distanciado.

Muita gente agiu assim, fez reuniões, em casa, no bar, no restaurante, seja o que Deus quiser.

Mas com certeza Deus, o Menino Jesus foi esquecido. No dia do seu nascimento. E a gente buscando a dor e a morte.

Este ano tudo mudou. Não sei se pra pior ou para melhor. Depende do olhar , do sentimento e do desejo de cada um.

Não deveríamos ter a tal da confraternização tradicional, aquela dos abraços, dos beijos e da aproximação. Por causa do coronavírus, da pandemia, o correto é que continuemos a nos encontrar à distância pelo celular, pelas Redes Sociais. Nada de aglomerações.

Nem todos porém aceitam esta determinação, esta imposição como dizem de se manter distanciados, não se encontrar com seus entes queridos, alegando o motivo do Natal, a passagem de fim de ano,a necessidade de se confraternizar.

Natal na verdade não é isto, ou só isto. Festas, abraços, comidas e presentes. Natal sempre foi o nascimento de Jesus Cristo que já esquecemos há muito tempo, deixamos de comemorar, mal a gente vai à missa do Galo, que anos atrás era à meia noite e hoje acontece às oito da noite, e agora pela televisão.

Estamos nos tempos de pandemia, algo destruidor e mortal como nunca tínhamos visto e sentido em nossas vidas. Poucos que viveram outras pandemias terríveis, mas nem de longe parecidas, continuam vivos entre nós.

Ainda assim, mesmo com tantos contaminados, tantas mortes cada vez mais perto de nós, temos que agradecer a Deus e a ciência que está avançada e que mesmo parecendo demorada, promete nos dar uma ou mais vacinas em pouco tempo, menos de um ano.

Anos atrás, 30, 40 anos, populações inteiras de muitos países morriam por epidemias e pandemias por não terem remédios e vacinas disponíveis. E o tempo para se descobrir e fabricar uma demorava 5 até 10 anos.

Milhares de pessoas morriam e morrem até hoje por algumas doenças que já deveriam estar extintas, porque não tem acesso à saúde ou porque não acreditam nas vacinas, são contrários a elas.

Cinquenta anos atrás muitos recém nascidos morriam logo após o parto de tétano, que era chamado pelas famílias e mesmo por alguns médicos de doença dos 7 dias. As parteiras colocavam fumo de rolo no umbigo das crianças quando nasciam, na maioria dava infecção e os bebês morria infeccionados.

E assim foram chegando as vacinas, os remédios, a penicilina na década de 50, e este ano, 2020, finalmente teremos a vacina contra a covid e o pesadelo daqueles que sobreviveram à pandemia mais destruidora que já houve no mundo chegará ao fim.

Vamos esperar o Ano Novo que chega sem festas, foguetes, comemorações e aglomerações. Muitos anos esperam por você e por mim, se formos responsáveis.

Conto isso para que fatos, pessoas, personagens, casos e causos não se percam no tempo e fiquem gravados na história para novas gerações conhecerem que tempos passados, tempos que não voltam mais.

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