• Guilherme Cardoso

O coronavírus na cabeça do Bolsonar


Pois é. Demorou mas o novo coronavírus chegou até ao presidente da República Jair Bolsonaro. Brincou tanto com o vírus, debochou dele, fez piadinhas, disse que era uma gripezinha, um resfriadinho, e que ele, por ser militar, com boa saúde física, não ia pegar o covid 19, e se pegarse, ia tirar de letra. Esperamos que sim, pois ninguém em sã consciência deseja o pior para ninguém, nem mesmo para o nosso presidente que sempre foi um mau exemplo para os milhões de brasileiros que vem sofrendo com contaminações, mortes, desemprego, miséria e isolamentos obrigatórios.

Com tudo de ruim que esse vírus do coronavírus tem, uma coisa temos que aceitar, pois ele veio nos mostrar que ninguém está fora do alcance dele, ninguém está isento ou protegido o bastante para dizer que não vai ser contaminado., que é jovem, que é forte, que não tem outro problema de saúde.

Tudo é uma questão de horas, dias e de sorte. É como uma loteria, a mega-sena. Milhões jogam, a maioria perde, alguns poucos privilegiados ganham, e a gente pergunta, como ele ganhou? Vai ser sortudo assim, o que ele fez que eu não fiz? Assim também é com o coronavírus. A maioria é contaminada e até morre, outros se contaminam e nem ficam sabendo e uns poucos talvez nem se contaminem, e nem mesmo se protegem direito. Novamente a gente questiona. E porquê não se contaminam? Onde está a diferença? Esses são os privilegiados e sem uma razão explicável. Apenas não foram poupados e nem a ciência sabe porquê.

Esse coronavírus é algo bem parecidol com a morte. É inexplicável e inesperado. A gente sabe que ele está por aí, por mais que se esconda, se proteja, ele pode chegar por vários meios, por vários caminhos. Como a morte, que sem qualquer motivo aparente pode vir a qualquer hora e atingir a qualquer um de nós, sejamos pobres, ricos, poderosos, governantes, presidentes da República ou não, fortes, gordos, magros ou fraquíssimos, basta ela querer chegar e tudo acaba.

Embora a morte e a contaminação pelo coronavírus sejam inevitáveis, ainda assim não podemos perder a fé e a esperança que podemos ser alguns desses milhões de privilegiados que se contaminam e se salvam, ou aqueles outros que se contaminam e nem ficam sabendo, ou até aqueles abençoados que sequer vão ser contaminados.

Ainda assim, temos que nos cuidar, nos proteger e aos outros também, nos isolando se pudermos, e mantendo o distanciamento de outras pessoas.

Não podemos nunca é debochar, não levar a sério esse vírus, pensar que se até agora não fomos contaminados é porque somos atletas, somos jovens, somos diferentes dos demais. Jamais faça como o nosso presidente Bolsonaro, para depois ter que se arrepender e concordar que todos somos iguais e que o coronavírus, ou outra doença qualquer, assim como a morte não deixa de atingir alguém, que pensa ou age diferente dos demais.

Apesar de tudo, que o presidente Bolsonaro se recupere bem e volte a dar suas presepadas e provocar suas polêmicas.

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