• Guilherme Cardoso

Olha o golpe contra o Sérgio Moro


Olha o golpe contra o Sérgio Moro

Estou lendo no Portal do UOL desta quarta-feira que Toffoli e Maia defendem quarentena de 8 anos para ex-juiz disputar eleições.

Embora essa conversa entre os dois fosse por causa de um processo do Conselho Nacional de Justiça envolvendo a proibição a um juiz do Maranhão, o assunto tomou outros caminhos e interesses, claramente direcionados ao ex-ministro da Justiça e ex-juiz Sérgio Moro, que é figura quase certa de ser candidato a presidente da República em 2022.

Diz a reportagem que o Ministro Toffoli já teria falado sobre o tema com várias legislaturas do Senado e da Câmara, defendendo que se inclua já na Lei Complementar 64 de 1990 a ineligibilidade por pelo menos 8 anos de juízes e membros do Ministério Público dispiutarem eleições depois de deixarem a magistratura.

Os motivos alegados pelo ministro Toffoli é que isto evitaria que a magistratura e o poder imparcial do juiz fossem utilizados para fazer demagogia e aparecer perante a opinião pública e depois de transformar em candidato.

Questionado sobre o assunto, o presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia concordou com os argumentos de Toffoli e disse já haver projetos nesse sentido tramitando na casa e que só não foi votado ainda por causa da pandemia.

Com todo o respeito que os dois merecem, falar sobre um projeto desses agora, não deixa dúvida nenhuma de que estão pretendendo criar leis extraordinárias para impedir o -ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro se candidatar e concorrer a presidência da República em 2022.

Por que o Congresso e o STF não entram em acordo para criar uma lei que acabe de vez com o foro privilegiado dos políticos, por que não criam uma lei que acabe com oas mordomias absurdas da classe política e do próprio judiciário. Por que não criam leis para que o Procurador Geral da ?República, assim como eles ministro do Supremo sejam eleitos por votação e não indicados pelo presidente da República? Isso sim interessa aos brasileiros cansados de corrupção e desigualdades.

Esperamos que os demais juízes do Supremo, bem como os demais ocupantes da Câmara dos Deputados rejeitem de imediato esta proposta que mais parece uma medida de exceção num país que se diz democrático.

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