• Guilherme Cardoso

OMS chora pelo Brasil


Pois é, a OMS- Organização Mundial da Saúde chorou pelo Brasil semana passada. Em uma das entrevistas que a organização dá quase todos os dias sobre a pandemia do coronavírus, o diretor geral Tedros Adhanon chegou a chorar ao se perguntar “porque é tão difícil para os humanos se unirem?.

Disse ele isso, por sentir que a pandemia do coronavírus segue fora de controle e que muitos países simplesmente ignoram esta gravidade e estão abrindo suas atividades comerciais e de lazer. Em um discurso emocionado, coim muitas pausas, o diretor da OMS disse: “Esta é uma tragédia que, na verdade, está nos fazendo sentir falta de nossos amigos. Perdendo vidas. E não podemos enfrentar essa pandemia com um mundo dividido.”

E foi mais além: “Essa pandemia está matando pessoas de forma indiscriminada. Não podemos ser capazes de identificar um inimigo comum? Temos que entender que as divisões ou separações entre nós são realmente vantajosas para o vírus? A única maneira de nos salvarmos é estarmos juntos.”

Toda essa preocupação e desabafo do diretor da OMS tem motivos. Diversos países que já tinham dominado em parte a pandemia, de repente abriram suas atividades amplamente, as pessoas ahcaram que tudo tinha acabado e cque com as máscaras não haveria mais contaminação. E não foi assim. O vírus voltou rapidamente infectando agora os mais jovens, pessoas de até 35 anos de idade.

Como sempre a OMS voltou a criticar os procedimentos do Brasil no combate à pandemia, já que as contaminações e as mortes aumentam a cada dia. A nossa média é de 1.200 por dia. Do mesmo jeito estão os Estados Unidos, com menos mortes que o Brasil, mas com um número maior de contaminados, já que lá o percentual de pessoas testadas é muito maior que o nosso.

Lamentavelmente, é difícil de acreditarmos que o número de infectados e as mortes diárias no Brasil comecem a baixar nossas próximas semanas e mesmo nos próximos meses. As estatísticas mostram que o vírus agora está inve4stindo nas periferias das grandes cidades e nas cidades pequenas do interior, todas carentes de bons hospitais e leitos de UTIs. Quando se cointaminam e ficam graves, têm que vir para as capitais, onde já não há leitos de sobra.

A cada dia vemos a pressão econômica sobre os prefeitos e governadores para liberarem todas as atividades, essenciais ou não. São Paulo já está nesse caminho, abrindo quase tudo, mesmo com horários reduzidos. Ainda assim as reclamações aumentam, porque as vendas não melhoram e os prejuízos só aumentam. Alguns setores já ameaçam greves de protesto quanto a não abertura definitiva dos negócios.

É a necessidade e os compromissos falando mais alto. Enquanto isso as contaminações e as mortes seguem aumentando, aem controle. Daqui a pouco tudo isso vai virar rotina, tudo volta ao normal, e ninguém mais vai se ligar se mais ou menos gente está morrendo.

E nesse momento de grandes incertezas, por causa de grande número de casos e mortes pelo coronavírus, e pela incompentência de nossas autoridades, o Brasil vai ficando isolado do resto do mundo, cada mais fronteiras se fecham, e vamos ficando impedidos de sequer pensar em fazer um intercâmbio fora, buscar uma oportunidade de trabalho, ou visitar um parente que está fora.

Vamos ficando desamparados, desempregados, sem recursos, sem aulas, sem trabalho, isolados e distanciados, aqui entre nós e por todo o mundo.

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