• Guilherme Cardoso

Os bailes nas casas de famílias


Na década de 50, início dos anos 60, eram comuns as horas dançantes em casas de famílias.


O bairro era a Pompeia, e todos os finais de semanas aconteciam um ou mais bailes nas casas vizinhas ou em bairros próximos. A gente não precisava conhecer alguém daquela casa para ser convidado. Bastava um amigo ou colega dar a dica, dizer onde seria o encontro e a gente estava lá.


Não havia a violência de hoje, todos dançavam, flertavam com as meninas, aconteciam alguns namoros, sem agarros e beijações sempre com o devido respeito aos donos da casa.


Não me lembro de alguma vez a polícia ser chamada por causa de brigas ou desentendimentos entre os jovens. Nessas horas dançantes familiares, ninguém pagava nada para entrar e dançar, e ainda tinha à disposição salgadinhos feito em casa, refresco QSuco, as groselhas, e às vezes bebidas mais fortes, como o ponche, mistura de rum com abacaxi, e o cuba-libre, rum com Coca-Cola e rodelas de limão.


As músicas eram tocadas em radiolas, um móvel grande de madeira, rádio e toca-discos juntos, que ficava na sala da casa, Naquele tempo, estava longe de existir CDs, DVDs, pen drive, Spotify,, o que tinha eram os LPs- Long Plays, com 06 músicas de cada lado e os compact Discos com 2 músicas de cada lado.


Os ritmos da época eram as valsas, os boleros, os sambas-canções para se dançar coladinhos. O mambo e o chá-chá-chá, faziam o balanço e a alegria de jovens e adultos. Nos anos 60 chegava o rock internacional, com Bill Halley, depois Elvis Presley e os Beatles, que revolucionaram e transformaram os hábitos e modos de se cantar, fazer músicas e dançar.

Até que na modernidade, nos dias atuais, chegaram o axé, o funk e o sertanejo, e tiveram fim as vozes, as letras e as harmonias das músicas.

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