• Guilherme Cardoso

Parque e Circo eram nossas diversões


Naqueles anos 50 e 60, lá na Pompeia, cinema, circo e Parque eram as diversões os dos moradores.

De terça a domingo, das 7 às 10 da noite, a meninada ia pra o Parque de Diversões que sempre se instalava alí na rua Fluorina, entre as ruas Engenho Novo e Ouro Branco.

Quem podia, tinha idade e um pouquinho de dinheiro jogava argolas, Tiro ao Alvo, Bola na Lata, e andava na Roda Gigante, chamada na época de Dangler.

Moças rapazes pediam músicas no serviço de alto falantes. Mandavam um bilhetinho, quase sempre com as mesmas dedicatórias. “ Esta música é que alguém manda para Suzana com muito amor”Esse alguém era eu.

Ou então: Esta música é dedicada à Selma, e este alguém ela sabe quem” O autor era o Ari Boscatti.

Muitos namoros e casamentos começaram por aí, nas mensagens de amor feitas no Parque.

O circo também era uma diversão que se repetia sempre no bairro Pompeia. O local preferido de montagem era na Rua Amazonita, esquina de rua Astolfo Dutra.

Assisti muitos sh, espetáculos de teatro no circo, muita palhaçada com o a dupla Vicente e Baixinho, o Fernando Pacheco.

Nos sábados à noite, tinha também lutas de boxes amadoras no circo, e nele minha irmã Alzira chegou a namorar o lutador Pedrinho Maciel. No circo também, minha outra irmã conheceu o seu futuro marido, o Miguel Arcanjo.

Como quase tudo era permitido naqueles tempos, havia circo lá na Pompeia que tinha leão e macacos para a plateia se deliciava

Durante muitos anos, fins dos anos 50 e começo dos anos 60, a dupla Vicente e Baixinho faziam sucesso na Pompeia.

O Vicente morava na rua Niquelina, quase esquina da atual rua Cel Otávio Diniz. Antes tinha outro nome, acho que rua Argenita. Já o Fernando, o Baixinho morava na rua Leopoldo Gomes, depois da Assembleia de Deus, do pastor Jairo Gomes.

Os dois, muito ligados aos padres capuchinhos, eram Congregados Marianos, utilizavam o salão paroquial e faziam várias peças teatrais que lotavam o salão. Foram peças inesquecíveis como o Direito de Nascer, O Ébrio, Em cada coração uma Saudade e outras. E Faziam shows no salão, com apresentações de circo, conformando a dupla Vicente e Baixinho.

Depois deles, nós do grupo da Juventude Franciscana passamos a ser os responsáveis pelas peças teatrais, juntamente com a dona Maria Fontoura Dutra, e o apoio dos padres Leopoldo Maria, Frei Clemente.

O cinema também era um dos divertimentos mais interessantes e baratos naquela época. A televisão estava no começo, poucos tinham um aparelho e quase ninguém se interessava.

No início, até 1959, os filmes eram exibidos no salão paroquial, debaixo da Matriz. Tela pequena, bancos de igreja, nenhum conforto, mas bem frequentado.

Pelo cinema no salão paroquial passaram os responsáveis e exibidores Raimundo, o Mozart e Virgílio, e depois com o cine Pompeia, tela grande, cinemascope, poltronas de cinema e bomboniere na entrada, que eu tomei conta por muito tempo.

No lugar, hoje, há o Supermercados Epa, e do velho cinema, nenhuma imagem, apenas lembranças.

São fatos, histórias, casos e causos de tempos bons. Tempos que não vol

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