• Guilherme Cardoso

Por que não o Transporte sobre Trilhos?


* Guilherme Cardoso


Não tenho certeza, mas os indícios são muitos. Sabe-se que há um lobby, forte e constante de empresários do setor rodoviário. Defendem com unhas e dentes o transporte sobre rodas. Desde os coletivos urbanos, ao transporte intermunicipal e interestadual de passageiros. E de cargas também. Mesmo com o estado precário das estradas brasileiras.


O mundo todo privilegia o sistema ferroviário para transporte de passageiros e de cargas. O Brasil permanece na contramão, optou por abandonar o transporte ferroviário em favor do transporte sobre rodas.


Soluções de emergência, viram paliativos. Não resolvem o problema no longo prazo. Ônibus articulados, BRTs, acabam por gerar mais congestionamentos. BH tem muitos cruzamentos. Táxis lotação não atendem a todos e também deixam de ser velozes.


Transporte solidário, utopia, oferecer carona para o seu vizinho ou colega não pega no Brasil. Falta a cultura, o hábito, a confiança e a solidariedade. E a segurança!


O jeito é direcionar verbas para o transporte sobre trilhos. Maciçamente. E duvido que seja mais caro que abrir estradas e dar manutenção a toda hora. Com os trens, se instalam os trilhos uma vez e não se sabe quando haverá alguma reposição. Só em casos extremos.


Bastam revisões e monitoramento das viagens. E quantos passageiros e cargas se transportam simultaneamente? Com rapidez, conforto e segurança.


Belo Horizonte e cidades vizinhas ainda dispõem de quilômetros de malha ferroviária, utilizadas apenas para o transporte de cargas. De minérios, na verdade. Se as prefeituras quisessem, e com poucos investimentos, colocariam já em funcionamento em cada trecho três ou quatro vagões de passageiros.

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