• Guilherme Cardoso

Por que ser contra o novo imposto?


Quem se lembra ou já brincou de Bente Altas, licença pra dois? Quem bse lembra tem boa memória, quem brincou, com certeza é dos Velhos Tempos.

Mas era um jogo interessante e bem movimentado.Eu resgatei esse jogo em um livro que escrevi há uns dois anos atrás, intitulado Bente Altas, Licença pra Dois.

Nesse livro, eu conto uma história para meus netinhos trigêmeos, Ana Luiza, Lucas e Matheus, e me transformo em personagem, e um avô, como antigamente, contador de casos, que resolve numa tarde convocar os meninos para uma rodada de histórias vividas por ele em tempos românticos, que não voltam mais.

Conto para os netinhos que Bente Altas era um dos esportes favoritos das crianças, jovens e adultos até o início da década de 60. Parecido com o beisebol, em Minas Gerais o jogo era tão praticado quanto o futebol.Cada partida era muito disputada, emocionante, corrida e de muitos pontos feitos pelos seus jogadores, formados por duas duplas.

O campo de jogo tinha que ter espaço, e isso havia a vontade naqueles tempos. Para começar a partida, eram criadas na hora duas casas de gravetos, em forma de pirâmides, uma distante da outra uns 30 metros, e ao lado de cada casinha uma lata de goiabada amassada onde um dos jogadores de cada dupla colocava o pé.

A bola era de meia, recheada de retalhos de pano, produzidas pelos próprios participantes. A dinâmica do jogo era cada dupla derrubar a casinha do adversário para então ficar com o pé na lata e proteger sua casinha.A bola era atirada por uma dupla na casinha do adversário, e mesmo errando o alvo, enquanto o adversário corria para buscar a bola, a outra dupla corria em volta das casinhas fazendo pontos. Depois de 30 minutos de jogo, ganhava quem mais pontos fizesse.

Naqueles tempos meninas não jogavam, apenas torciam pelos meninos. Era um jogo divertido, bem disputado, mas, se perdeu no tempo pela falta de grandes áreas livres para se jogar.

No livro, Bente Altas Licença pra Dois, as crianças ouvindo a história, se empolgam tanto que resolvem convidar outros meninos do prédio em que moravam para jogar uma partida na quadra do condomínio.

Imagine então o resultado desse jogo.

É pena que jogos da nossa infância, como esse do Bente Altas Licença Pra Dois permaneçam apenas na nossa memória, sem possibilidades de hoje serem jogados, por falta de espaço e segurança nas ruas.

São histórias, casos e causos de Tempos que não voltam mai

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