• Guilherme Cardoso

Procurador da República tem que ser eleito


Vamos a conversa de hoje, mas sem antes lembras a você que ainda não se inscreveu em meu canal no Youtube, que por gentileza o faça agora, clicando aqui embaixo. É rápido, sem burocracia.

Se tem uma coisa que eu acho muita estranha nesse país é a figura e atuação do Procurador Geral da República, a tal PGR, ponde todas autorizações de ações ou processos contra o presidente da República tenham que receber autorização, se prosseguem ou não.

Não tenho nada contra a figura do atual procurador Augusto Aras. Para mim ele é um homem íntegro e sério e com as melhores intenções.O problema maior é a saia justa que a toda hora o presidente da República coloca o procurador com as suas atitudes.

Por ser o Procurador da Geral da República escolhido pelo presidente já o coloca sob suspeita, mesmo que queira tomar decisões de forma independente. A dúvida sempre permanece. Será que vai ter coragem de aceitar uma ação contra aquele que o indicou?

E para complicar mais, em um momento que o presidente Bolsonaro se sente acuado com várias tentativas de processos no STF, ele cisma de visitar o Procurador Geral e ainda mandar recado para todos ouvirem que Augusto Aras seria um ótimo candidato à Ministro do STF em novembro próximo, com a aposentadoria do decano Celso de Mello. Claramente, isti constrange qualquer um, cerceia suas decisões, ainda mais sendo a PGR o órgão que diz sim ou não a qualquer tentativa de ações contra o mandatário do Planalto.

Muitas coisas precisam urgentemente mudar no Brasil. A escolha do Procurador Geral é uma delas. Deveria ser uma escolha por voto direto dos membros do Ministério Público /Federal, depois de uma lista tríplice de candidatos apresentados. A lista tríplice já existe há anos, mas não obriga o presidente da República indicar algum deles. O presidente em a liberdade de escolher alguém de sua confiança. E aí é que mora o perigo.

Como garantir que um escolhido pela vontade do presidente aja sempre com total independência no cargo, aceitando inclusive ações contra aquele que o indicou e que vira e mexe lhe faz ofertas e promessas indevidas?

É muito difícil estar num cargo desse, pressionado pelo dono do poder. Tem que ser um homem fora de série, ou um santo.

Com todo o respeito que a figura do Procurador Geral da /república deva ter e mereça, penso que seria muito mais tranquilo e sem muitos questionamentos, se o cargo fosse obrigatoriamente escolhido e votado por seus pares, outros procuradores, e não indicado pelo presidente da República.

Mais um probleminha a ser resolvido neste Brasil.

0 visualização