• Guilherme Cardoso

Quem sabe não ter eleições?


Você vai ter coragem de sair de casa, pegar um ônibus ou metrô, com certeza lotados, para votar nas eleições municipais deste ano?

Eu não vou, com certeza! A não ser que a contaminação e as mortes aqui em BH já tenham despencado para níveis aceitáveis. Ou que uma vacina esteja pronta, o que é praticamente impossível até o mês de novembro.

Dizem que vão tomar todos os cuidados para evitar o risco de contaminação, mas segurança total ninguém pode oferecer. Enfrentar filas de zonas eleitorais e até aglomeração próximo às cabines de votação, só para dar o voto para um vereador, um deputado e um prefeito é querer demais.

Imagino que esta eleição deverá ser a que terá o menor número de comparecimento de eleitores. Deve bater o recorde de ausências. E totalmente justificáveis.

Aliás, eleições no Brasil já deveriam há muito tempo serem totalmente online, pela internet e à distância. Pra que o eleitor ser obrigado a comparecer a uma zona eleitoral só para mostrar sua identidade ou botar o dedo na maquininha, a tal biometria e em seguida voltar para casa?

Se já tivessem pensado nesta evolução tecnológica, agora não haveria esta grande preocupação em como convencer os milhões de eleitores a comparecerem às urnas e votarem, com o risco enorme de contaminação pelo coranavírus?

Como este ano de 2020 está perdido para todos nós, e boa parte de 2021 também, seria uma boa ideia suspender as eleições e passa-las para o final do próximo ano e pelo mesmo prazo suspender os mandatos dos vereadores, deputados estaduais e prefeitos, permitindo que voltassem a trabalhar somente em 2022.

Como esses políticos não fizeram falta nenhuma até agora, especialmente nesse período de pandemia, se a gente ficar sem eles por mais um ano pelo menos, com certeza o Brasil seguirá sua marcha do mesmo jeito. Devagar, como uma grande tartaruga.

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