• Guilherme Cardoso

Querem matar muita gente


Estão querendo abrir tudo, voltar com todas as atividades e não estão ligando nada pra quem vai ser contaminado e morrer.Aliás, se fosse só contaminar, como uma gripe comum, e não ficar grave, até que não teria problemas. Mas, ter que ir para o hospital, não achar vagas e nem leitos e correr o sério risco de morrer, aí não está certo não!

As justificativas dos governadores e dos prefeitos de que é preciso flexibilizar, abrir aos poucos, ou mais rapidamente como alguns estão fazendo, não tem respaldo científico e nem nas diretrizes passadas pela Organização Mundial da Saúde. Abrir as atividades no país, com gente sendo contaminada a cada minuto e outros morrendo a cada hora, tem nome: é carnificina.

Não me venham com essa de que a pandemia está sob controle, que tem leitos nos hospitais para todo mundo, que é mentira. A todo momento a mídia vem investigando e denunciando a situação precária da rede de saúde de várias cidades pelo Brasil afora. Não há condições para atender a todos os casos graves de coronavírus, e muitos dos que estão morrendo são pessoas de baixa renda que ficam dias nas filas das UPAs e dos hospitais públicos aguardando serem atendidas.

Se o país já está quebrado, e não vai se recuperar tão cedo, não dá para ficar fechado ao máximo as atividades não essenciais, que geram aglomerações por mais uns 6 meses, até o fim do ano, enquanto não chega uma vacina para garantir a nossa vida?

O Brasil está quebrado, milhares de empresas também estão, milhões de pessoas estão desempregadas, sem renda sequer para sobreviver à fome. E ainda vão ter que ficar expostas às atividades comerciais abertas e que podem contaminar mais gente?

Não adianta as prefeituras permitirem a abertura das atividades porque mesmo saindo às ruas, ninguém tem dinheiro sobrando para comprar alguma coisa. Hoje, compra-se apenas o necessário. Comida e remédios e nada mais.

Lojista que abrir seu comércio não vender nada, vai fazer de contas, tem que chamar os empregados, vai aumentar suas despesas, luz, água, aluguéis e impostos à pagar. Sem confiança, sem segurança e sem uma vacina disponível, só sai às ruas quem está no desespero, não recebe ajuda alguma do governo e não tem outro jeito. Mesmo assim, esse cidadão desamparado, só vai a rua para vender alguma coisa, ganhar um trocadinho e não para comprar algum proudoto em lojas e shoppings.

Parece que nossos governantes não estão vendo o que acontece com outros países, até mais preparados que o nosso, que resolveram atender os apelos de comerciantes e das prefeituras atrás de impostos, e reabrirem suas atividades, o vírus atacou com força, mais pessoas foram contaminadas, mais mortes aconteceram e tiveram que voltar atrás, fechar quase tudo. Portugal, França e Estados Unidos são exemplos.

Não precisa ser médico, cientista ou mestre em ciências médicas para entender e sentir que a única saída para evitar mais e mais mortes é fechar tudo agora, fazer um lockdown e forçar que a contaminação e os óbitos sejam reduzidos lá para baixo, a quase zero, como na China, para depois reabrir tudo de uma vez, nem que isso demore até o fim do ano.

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