• Guilherme Cardoso

Se eu fosse Presidente


Ah, se eu fosse Presidente da República, pelo menos um dia, e tivesse poderes plenos, especiais, como um ditador, sem interferências do Congresso e do Judiciário, leia-se STF, eu baixaria pelo menos um ato, um decreto.

A partir de hoje, todo o comércio, indústria e serviços estaria liberado para funcionar 24 horas ininterruptas e as jornadas de trabalho dos funcionários não poderão exceder a seis horas corridas. Não haveria taxas extras para funcionamento noturno e nem aos domingos e feriados cobradas pelos órgãos públicos e os empregados não teriam direitos a horas extras de até 100% em seus salários, como obrigam as atuais leis trabalhistas brasileiras.

Os descansos semanais e remunerados não seriam obrigatoriamente aos domingos, haveria revezamentos entre os empregados, os salários seriam calculados por hora trabalhada e pagos a cada sete dias para incrementar os negócios. Os valores recebidos pelos trabalhadores deveriam ser justos e suficientes o bastante para cobrir as necessidades básicas de alimentação, transporte, saúde e educação, não sendo mais necessário o fornecimento pelos patrões de vale-alimentação, vale-transporte e a contribuição previdenciária repassada ao Governo. Com a boa remuneração recebida, o próprio empregado pagaria sua aposentadoria, ou deixaria o dinheiro em poupança.

Além do comércio, indústria e serviços, todos os órgãos públicos funcionariam dia e noite, em turnos corridos de seis horas. Prefeituras, secretarias, Departamentos de Trânsito, Cartórios, Postos de Saúde, Hospitais Públicos, estariam abertos e prontos a atender os cidadãos, nas pequenas, médias e grandes cidades do país. Tempo para estudar não mais seria desculpa, escolas e universidades teriam cursos de manhã, à tarde, à noite e pela madrugada.

As consequências seriam as mais positivas e os resultados os mais desejados por todos. O desemprego, que é um câncer, e hoje afeta milhões no Brasil, deixaria de existir, pois as vagas de trabalho se multiplicariam em todos os setores por quatro turnos de seis horas. A economia do país cresceria aos níveis mais altos do planeta, e a riqueza e o bem-estar seriam distribuídos com justiça para todos.

Mas isso é utopia, desejo impossível de virar realidade, quem imagina isto está sonhando acordado, deve ser internado, está ficando maluco.

Não penso assim, sou otimista, tudo dito até aqui é possível, vejamos países ricos, de primeiro mundo já estão quase lá, falta pouco para terem uma sociedade quase perfeita e desejada por todos. Impensável era anos atrás a descoberta da penicilina, a Queda do muro de Berlim, o Homem na Lua, o fim do Comunismo, a revolução da internet.

Impossível na gíria popular é Deus pecar, o mundo pede mudanças pra já, quem não quer mudar nada aqui é a classe política. São aqueles que detém as verbas, o poder e as leis, que vivem num mundo cheio de privilégios e mordomias, altos salários e regalias, e parece desconhecer que cá fora existe outro Brasil com muita miséria, desigualdades e violência que não aceita mais esperar.

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