• Guilherme Cardoso

Sem carro, feliz e com dinheiro!


Até recentemente, ter um carro era o maior sonho de todos nós. Independente da classe social. Pobre, classe média ou rico. Quando a gente fazia 18 anos, conseguia o primeiro emprego, ter um carro, nem que fosse o mais velho e simples, era o desejo a ser realizado. Mais tarde o casamento, por fim a casa própria.


Ter um carro na garagem sempre foi um sonho de consumo, uma subida de status social, desde os anos 60, para nós brasileiros. Na Europa e Estados Unidos há quase 200 anos.


Há muitos anos que o carro tem sido o símbolo de felicidade para muita gente em todo o mundo. Já fui amarrado com carro. Agora não! E com você? Acontece a mesma coisa? Ter carro agora, já não te faz mais feliz? Por que será?


O primeiro carro de três rodas foi lançado em 1885 na Alemanha, e de lá para cá vem sendo o objeto de sonhos de consumo de quase todas as gerações. Digo quase todas as gerações, porque agora, século XXI, pela primeira vez o uso e a posse do carro estão sendo questionados.


As cidades estão abarrotadas de veículos de todos os tamanhos e utilidades. Caminhões, as grandes carretas, os esportivos e os carros de uso pessoal tomam conta das ruas, avenidas, vias expressas e rodovias. Esse contingente de carros já supera os 1 bilhão e duzentas mil unidades em circulação, representando um carro por cada 07 habitantes do planeta. E isso gera enormes problemas.


Poluição é uma delas! (tosse)


Por mais segurança e tecnologia que tenha nos carros mais novos, os acidentes e as mortes causadas pelos veículos não param de crescer. E além dos riscos de morte direta, o excesso de veículos nas ruas tem causado enorme poluição no ar, trazendo diversos tipos de doenças respiratórias nas populações das grandes cidades, mesmo naqueles cidadãos que não possuem carros.


Por causa do excesso de carros nas ruas, várias cidades como Nova York, Londres, Paris, já impõem restrições a circulação, principalmente nas áreas centrais. Não só pela poluição do ar, mas pelo congestionamento das ruas, dificultando a mobilidade das pessoas, causando atrasos nos seus compromissos pessoais e profissionais, o que acaba gerando prejuízos incontáveis para a economia do país.


O que fazer então?


Empresas de Aplicativos de Mobilidade como a UBER, prevendo o breve fim dos veículos para uso pessoal, vem realizando pesquisas e promovendo parcerias com GM nos Estados Unidos para a fabricação de carros em grande escala para a utilização exclusiva em transporte alternativo. A UBER e a GM esperam que daqui a 10 anos, lá por 2030, quase ninguém estará comprando um veículo de passeio para uso particular.


Com a chegada recente dos carros por aplicativos, pesquisas mostram que muita gente desistiu de comprar um carro, e muitos resolveram vender o seu veículo e andar de táxi ou UBER, 99 ou Cabify. Colocaram as despesas no papel, fizeram as contas da desvalorização do bem, das taxas, do seguro total, das multas e dos prováveis consertos por acidentes, e desistiram desse sonho de consumo.


Difícil de desapegar, mudar um hábito, deixar de ter um carro na garagem...


É uma decisão difícil de ser tomada neste momento pela maioria dos brasileiros. Depois de anos de trabalho duro, economia forçada, financiamento caro e longo para realizar um sonho, ganhar um status de empoderamento na sociedade que vivemos, e agora ter de largar de ter um carro próprio, perder a comodidade e a liberdade de ir e vir a qualquer hora e para qualquer lugar, é uma medida traumática.


Os tempos agora são outros!


Na realidade, ter um carro próprio atualmente é uma grande ilusão e gera um gasto grande e desnecessário. A não ser para quem tem dinheiro sobrando, o carro particular ainda é uma boa. E com motorista uniformizado, melhor ainda.


Vou te dar um conselho, então!


Quer ser feliz de verdade, curtir os bons momentos da vida, frequentar as festas e as baladas da madrugada, não ter carro próprio e ainda juntar um bom dinheiro? Vamos lá!


Primeiro: Esqueça que não tem mais carro. Economize. Use o transporte público quando tiver tempo sobrando, para o compromisso, mesmo sabendo que ônibus e metrô são deficitários. Nos dias de folga, sábados, domingos e feriados, faça exercícios físicos espontâneos, vá a pé para o clube, para o estádio de futebol ou para o boteco tomar uma cervejinha com os amigos. Está economizando e ganhando saúde.


Segundo: Quando for para o trabalho, nos 05 dias da semana e estiver atrasado, não puder esperar o ônibus ou o metrô, chame um Aplicativo de Transporte. Mais economia. Dependendo dos horários, uma corrida não passa de 30 reais para cruzar Belo Horizonte de um lado ao outro. Em horário normal, do Belvedere na zona sul, até Venda Nova na região norte, são 30 quilômetros. Ida e volta num aplicativo de transporte fica no máximo em 60 reais.


Terceiro: Somando os gastos com os Aplicativos de Transporte, e algumas vezes com o ônibus ou metrô, com certeza a sua despesa ficará menor que os gastos obrigatórios para manter o seu carro próprio. E sem enfrentar os riscos do trânsito, dos engarrafamentos e dos acidentes.

Quarto: Com as economias feitas sem a posse do carro próprio, você juntará um bom dinheiro até o fim do ano, curtirá mais intensamente as boas coisas da vida, viajará mais e de avião, ajudará o planeta a sair do caos da poluição, e certamente você será muito mais feliz consigo mesmo.


Vamos experimentar?

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